Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil

Nesta quinta-feira, países de todo o mundo celebram o Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a busca pela igualdade entre homens e mulheres.

Mas, aqui no Brasil, não há muito o que comemorar, pois o país permanece como uma das nações mais violentas para as mulheres, na 7ª posição de um total de 83 países, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Dados divulgados pelo Monitor da Violência, parceria do site G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou algumas estatísticas

Como por exemplo, que 4.473 mulheres foram vítimas de homicídio em 2017, um crescimento de 6,5% em relação a 2016.

O assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero recebeu uma designação própria: feminicídio, com 946 casos só no ano passado

Para ter uma ideia, 50% das vítimas de homicídio do sexo feminino no Brasil são mortas por parentes, dos quais 33% são os maridos ou companheiros

Talvez, o dia certo para comemorar esta data tão importante seja aquele em que nenhuma mulher for assassinada apenas por ser mulher.