Paulo Skaf (MDB) é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, é um dos denunciados em um inquérito do Ministério Público de São Paulo que aponta corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2 praticado por ele para financiar sua candidatura ao governo de São Paulo em 2014.

A denúncia também inclui Marcelo Odebrecht, o publicitário Duda Mendonça e cita a participação do ex-presidente Michel Temer (MDB) no esquema que teria arrecadado R$ 5 milhões para a campanha de Skaf. O proceso faz parte de investigações ainda em curso sobre o esquema de pagamentos de propina feitos pela construtora Odebrecht, tocadas pela Operação Lava Jato. A denúncia foi apresentada pelo promotor eleitoral Fábio Ramazzini Bechara, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, um inquérito elaborado pela Polícia Federal demonstrou pagamentos realizados a “Kibe” e “Tabule”, um codinome para Paulo Skaf dado pelo setor de propinas da Odebrecht. “[Skaf] é um dos beneficiários dos financiamentos irregulares de campanha com recursos drenados de diversas obras públicas por meio de esquema de corrupção, entre 2006 e 2015. No total, a campanha de Skaf foi irrigada com mais de R$ 5 milhões.”, afirmou o órgão em nota.

Todo o esquema teria sido acertado em um encontro no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente da República Michel Temer, em 28 de maio de 2014. Participaram do encontro Marcelo Odebrecht, presidente na época, Temer e Eliseu Padilha, que, mais tarde, seria ministro da Casa Civil do governo Temer.

O Ministério Público afirma que o acordo visava beneficiar o PMDB (agora MDB) em um valor de R$ 10 milhões, sendo que R$ 6 milhões seriam destinados à campanha de Skaf por meio de contratos fictícios com a empresa de Duda Mendonça. As informações foram colhidas de delações feitas pelo herdeiro da Odebrecht e por Duda.

Skaf, Temer e Duda Mendonça ainda não se manifestaram sobre a denúncia. Skaf é um assíduo apoiador de Jair Bolsonaro em São Paulo e procura antagonizar com o governador João Doria (PSDB) em relação à base do presidente no estado.

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