Faleceu na noite de 27 de dezembro, aos 98 anos, o maestro Georges Henry, um dos pioneiros da TV Brasileira

Georges Henry nasceu em Paris (França), em 18 de julho de 1919. Foi músico trompetista de famosas bandas cubanas e francesas, produtor e regente de orquestra em concorridos programas televisivos (na extinta TV Tupi), empresário nas áreas cinematográfica e de comunicação visual; depois, professor de idiomas (inglês, francês e espanhol), escritor e ativista cultural.

Em 1949, inaugurou a TV Tupi de São Paulo, cronologicamente a quarta do mundo, da qual foi, também, o diretor musical e, ainda, produtor e regente do maior programa musical de todos os tempos na televisão: “Antarctica no Mundo dos Sons”. Foi diretor da Jean Manzon Films durante quatro anos e diretor, durante 38 anos, da Georges Henry Associados, empresa pioneira na comunicação institucional audiovisual na América Latina.

Ao se aposentar, foi convidado pela Fundação Educacional de Amparo para ser diretor do Centro Cultural e Conservatório Integrado (tendo permanecido nessa importante função ao longo de 12 anos), o que o motivou, ainda mais, a transferir residência, em 1992, para o município de Amparo.

Em 1997, o Legislativo amparense lhe conferiu, por unanimidade, o título de cidadão amparense. Em 1999, foi eleito um dos “imortais” da Academia Amparense de Letras (AAL), instituição da qual era o vice-presidente desde 2000.

Na noite de 7 de abril deste ano, 2017, Georges Henry foi homenageado pela Prefeitura Municipal de Amparo, que lhe concedeu a Medalha 8 de Abril.

Georges Henry foi, sobretudo, um artista – com tudo o que isso representa de alegrias, de tristezas, de felicidade, de problemas, de lutas, de esperanças, de fé e de desilusões. Uma alma singular com potencialidades plurais, um homem essencialmente bom e “do bem”, sempre pronto a acolher e a incentivar, generosamente, os novos talentos.